
A campanha eleitoral de 2026 já começou. E, com ela, chega o momento de escolher seis representantes que terão influência direta sobre os rumos do país e dos estados: deputado estadual, deputado federal, 02 senadores, governador e presidente da República.
Por mais questionado ou desprezado que o voto possa ser por parte da população, é importante lembrar que ele é resultado de uma longa história de lutas pela participação popular e pelo direito de escolher aqueles que ocuparão os espaços de poder. Em uma democracia, o voto representa uma das principais ferramentas de decisão do cidadão.
Ainda estamos longe do ideal de uma sociedade em que as riquezas produzidas pelo país sejam distribuídas com justiça e em que todos tenham acesso pleno aos direitos fundamentais. Mas também é preciso reconhecer que a democracia brasileira produziu avanços importantes, muitos deles conquistados justamente pela participação política e pela pressão da sociedade.
O deputado estadual atua no âmbito do estado. Entre suas principais atribuições estão elaborar e votar leis estaduais, fiscalizar as ações do governo estadual e participar da definição do orçamento público.
O deputado federal exerce suas funções no âmbito nacional. Cabe a ele, entre outras atribuições, elaborar leis federais, fiscalizar o governo federal, discutir o orçamento da União e participar das decisões que afetam todo o país.
O senador também atua no Congresso Nacional, representando o seu estado. O Senado tem competências próprias, como analisar determinadas autoridades indicadas para cargos públicos, participar da elaboração das leis e fiscalizar os atos do governo federal.
Já o governador é responsável pela administração do estado. Saúde, educação, segurança pública, infraestrutura e outros serviços estaduais estão entre as áreas que dependem das decisões e prioridades do governo estadual.
Na outra ponta está o presidente da República, chefe do Poder Executivo federal. Cabe ao presidente administrar recursos e políticas públicas da União, executar programas nacionais e conduzir áreas estratégicas do país, respeitando os limites estabelecidos pela Constituição e pelo Congresso Nacional.
O voto não termina na urna
Por isso, a eleição não deveria ser encarada apenas como uma disputa entre nomes, partidos ou grupos políticos. Cada voto representa uma escolha sobre quem terá poder para tomar decisões que podem afetar o emprego, a renda, a saúde, a educação, a segurança, a moradia, o transporte e a qualidade de vida da população.
A democracia não se resume ao ato de votar. Depois da eleição, começa outra tarefa fundamental: acompanhar, fiscalizar e cobrar aqueles que receberam o voto popular.
É justamente nesse ponto que está uma das maiores missões dos democratas: ajudar a população a recuperar a confiança em sua própria capacidade de decidir e transformar a realidade por meio da participação política.
Em 2026, serão seis escolhas. Seis votos que podem parecer apenas números na urna eletrônica, mas que terão consequências concretas na vida de milhões de brasileiros.
O voto é um direito conquistado. Usá-lo com consciência e acompanhar o que os eleitos fazem com o poder recebido é uma responsabilidade de todos.