Eu gosto de fazer canções que encantem o dia
Para que toda liberdade sublime e irradie ternura
Que o amargor das taças se torne doçura
Quando a candura suplanta o rancor da agonia
Eu gosto de fazer canções que encantem o dia
Regenerando a ingênua alma que procura razões
Para os dissabores que surgem sem qualquer malícia
Onde a preguiça de pensar atravanca as verdades
Eu gosto de fazer canções que encantem o dia
Daquele que lida com o líder estabanado
Que sem escrúpulos fere na arrogância da lide
As obrigações mínimas dos modos humanos
Eu gosto de fazer canções que encantem o dia
De quem mal ganha o farelo rareado na mesa
E que dorme debaixo da realeza mesquinha
Daquele que usurpa sem modos e afeto
Eu gosto de fazer canções que encantem o dia
Pelo direito a uma cadeira que descanse as pernas
Sobre um chão translúcido e benfazejo
Que acolha sem ódio sem ócio esse oficio
De fazer canções livres que encantem o dia
@psrosseto