
Nesta terça-feira, as agências de Porto Seguro, Eunápolis, Itamaraju e Teixeira de Freitas paralisam as atividades até o meio-dia. Enquanto o Bradesco mantém sua estratégia de redução de custos, fechamento de agências e demissões, os bancários do Extremo Sul da Bahia vão às ruas para denunciar os impactos dessa política.
Para o Sindibancários do Extremo Sul da Bahia, a questão não é apenas trabalhista. É também social. A redução da estrutura de atendimento atinge principalmente quem mais precisa do serviço bancário presencial: idosos, trabalhadores e famílias de menor renda.
Na Bahia, a situação ganha um significado ainda maior. O Bradesco adquiriu o antigo Baneb, banco estadual que mantinha uma rede estratégica no interior e cumpria uma importante função social. A crítica dos bancários é direta: o banco herdou uma estrutura que atendia comunidades e hoje prioriza cada vez mais a lógica da rentabilidade.
Para o sindicato, banco não pode ser apenas uma máquina de gerar resultados financeiros. Fechar uma agência pode significar reduzir custos para a instituição, mas pode aumentar dificuldades para quem depende dela.
O Sindibancários afirma que a mobilização continuará até que o Bradesco reveja sua política de fechamento de agências, demissões e redução do atendimento.
A luta dos bancários é também uma luta pelo direito ao atendimento e pela função social do sistema financeiro.